
É fácil perder o foco e controle das ações em saúde e suas repercussões aos cofres públicos. A falta de informação qualificada sobre os custos operacionais, impede que gestores tomem decisões conscientes e embasadas por dados, o que impacta diretamente sobre a disponibilidade de serviços à população.
O local onde há maior gasto municipal sem retorno direto ao paciente é o serviço de transporte e remoção. Esse deve ser objeto de análise direta e é importante analisar dados segmentados como:
- Manutenção e reparos com veículos da saúde (Ambulâncias, carros e vans)
- Gasto de Combustível
- Diária de Motorista e Auxiliar de Enfermagem.
- Alimentação dos colaboradores.
A somatória desses dados vai trazer luz ao gestor sobre como a falta de serviços em saúde no próprio município impactam o orçamento público.
Deve-se fazer um outro levantamento analítico para planejar a tomada de decisão, quais serviços mais demandam remoção para outras cidades:
- Exames Laboratoriais e de Imagem
- Serviço Ambulatorial para especialidades (quais as mais frequentes?)
- Remoção para atendimento de Urgência por especialistas
É muito fácil se perder quando não existem dados disponíveis, e o município acaba por gastar mais dinheiro transportando o doente que gastaria caso fornecesse o serviço no próprio município.
O SUS tem como obrigação a assistência integral da população, e para se fazer cumprir todas as diretrizes é necessário o gestor se basear em dados analíticos a fim de, financeiramente viabilizar o fornecimento de serviços em saúde para todos.
Dr Nilo Lemos Neto
Ortopedista
CEO da MedAssist
Especialista em Tecnologia na Área da Saúde

